​Psicose de Massas encaminha Holocausto de Classe no Brasil. Como sair dessa?

Publicado por Vitor Pordeus em 23/6/2018

Pausa. Reflexão. Recuperação das Memórias e das Emoções (Anamnese). Compreensão da história traumática. Identificação da origem do trauma. Desenvolvimento da consciência sobre a própria história e mudança do próprio comportamento para freiar a tendência de repetição do trauma. Desde Hipócrates que escreveu um tratado sobre a loucura, já está publicada este tipo de técnica que todos os médicos do mundo juraram fidelidade para praticar. Não falta nada. Falta disponibilidade emocional para curar/ cooperar.

Psicose de Massas encaminha Holocausto de Classe no Brasil. Como sair dessa?

Todo homicídio tem um quê de suicídio
Mais uma criança brutalmente assassinada no Rio de Janeiro. O que significa o assassinato sistemático de crianças e jovens pela decisão da política pública do governador do estado e o presidente da república. O que podemos compreender de tal comportamento tão bizarro e claramente doentio? Primeiro de tudo, não é por acaso dada a recorrência do fato, ao contrário é algo sistemático e permanente, é algo arraigado na cultura e na história de genocídio e escravidão, inquisição e colonização. O passado não está morto, o passado sequer é passado. É óbvio que há um gravíssimo problema de enlouquecimento na polícia e nos políticos. Há dados que dizem que 70% da frota policial atualmente tem diagnóstico dado de doença mental, uma parte enorme fazem uso de medicação psicotrópica, medicações essas que no longo prazo ninguém sabe os efeitos na personalidade e no afeto daqueles que usam. É obviamente uma situação grave de emergência pública de saúde mental alimentada pelo sistema psiquiátrico que ao falhar em honrar o juramento de Hipócrates e recuperar a memória dos pacientes (anamnese) os droga, e produz quadros bizarros de emergência social assim. O corpo policial enlouquece, assassina a si próprio e a população, assassina o futuro matando as crianças, e segue enlouquecido, precarizado, morrendo igualmente. Do ponto de vista psíquico: também morre quem atira, todo homicídio tem um quê de suicídio.

A loucura na cabeça do líder político
Mas há de se perceber que a raiz da loucura dos policiais e todos os funcionários públicos na verdade, é a loucura da cabeça da gestão, é a loucura do governador, presidente e sua corte. Sabemos quem são, justamente psicopatas genocidas hoje sob liderança psicológica da besta loura Adolf Trump que intensifica o holocausto em curso, gerando psicose nas massas e nas instituições, que ensandecidas, querem mais sangue, mais violência, mais sacrifício do bode expiatório, que nada resolve, que apenas confirma e mantém as podres relações de poder, mantendo homens velhos brancos engravatados, totalmente desequilibrados, fetichistas pelo dinheiro, pelo controle, pelo poder, abusadores de mulheres e crianças, portadores de uma verdade única que é uma mentira única e estão comprometidos com a morte e opressão social, com o projeto de exploração colonial e escravidão mental mais poderoso que nunca.

Como sair dessa?
Eu como Brasileiro nascido e criado na COHAB de Realengo o que me parece uma realidade bastante típica do brasileiro médico, submetido a todos os mecanismos ideológicos de controle mental, e dificuldades sociais para viver e trabalhar, tendo seguido uma vida no teatro e na medicina cariocas, no teatro desde os 9 anos na medicina com diploma desde os 24 anos, vejo e revejo minha experiência, meu trabalho no Brasil e fora dele, e só uma resposta continua resistindo firme: teatro.

Teatro da Morte x Teatro da Vida
Infelizmente é tudo isso um teatro de morte, manipulado e mentiroso, sustentado por atores completamente falsos e vendidos ao diabo do dinheiro mas que se prestam muito bem a desinformar a população com mediocridade abundante, futilidade, imprecisão, falta completa de conhecimento verdadeiro sobre aquilo que comunicam, resultado: psicose de massas e violência total. Propagação do discurso de ódio e guerra, que é o que vai informar os grandes primatas bípedes desenvolvidos pela linguagem em seres humanos para agirem de forma insana e auto-destrutiva.
Veja que o comportamento humano é teatro, e que através de melhor teatro, feito com mais inteligência, reflexão, clareza, compreensão do que se ouve, fala e faz a experiência psiquiátrica documentada e publicada já demonstrou que é possível sair dessa.

O que falta?

Comunicação pública verdadeira no Brasil. Talvez essa seja uma prioridade política real, que eu na minha gestão de 7 anos de trabalho na prefeitura do Rio mostrei com as Celebrações da Saúde, Agentes Culturais de Saúde, Escolas Populares de Saúde, o Teatro de DyoNises, o Hotel da Loucura e a síntesa da UPAC.com.br que é totalmente possível e viável mudar essa situação de doença mental crônica. Todas propostas que deram certo, dão certo e conforme mostrou a experiência realmente ameaçam os gestores públicos vampiros que seguem instalados nas sombras do estado que mata o próprio povo, desde que desfavorecido economicamente, para explorá-lo e silenciá-lo através do medo.

Identidade Brasileira?
Falta ainda, a raiz da identidade brasileira, a narrativa que conte de onde nós viemos, quem nós Brasileiros somos e para onde nós vamos. Darcy Ribeiro respondeu a pergunta, todo devem lê-lo em O Povo Brasileiro, sem perda de tempo. Esta raiz de identidade indígena-africana-européia é a única coisa capaz de nos acordar a consciência e nos posicionar historicamente, dessa vez a favor de nós próprios, pela primeira vez em nossa história como nação. Conforme estamos vivenciando de forma tão violenta, nunca tivemos saúde mental no Brasil.

Conclusão
Pausa. Reflexão. Recuperação das Memórias e das Emoções (Anamnese). Compreensão da história traumática. Identificação da origem do trauma. Desenvolvimento da consciência sobre a própria história e mudança do próprio comportamento para freiar a tendência de repetição do trauma. Desde Hipócrates que escreveu um tratado sobre a loucura, já está publicada este tipo de técnica que todos os médicos do mundo juraram fidelidade para praticar.
Não falta nada. Falta disponibilidade emocional para curar/ cooperar.